Quem me conhece melhor sabe que tenho costumeiras depressões que chegam em "ondas" e algumas vezes em forma de "tsunamis".
A primeira vez que eu reconhecí a deprê instalada em mim, foi após a morte tragica de uma namorada que me era muito querida.
Foi diagnosticada por médico em 1993 e na época eu tive cerca de 4 meses de licença médica em meu trabalho.
Após a minha saída da IBM (na qual trabalhei por quase 28 anos), graças a dificuldade em me acertar profissional e financeiramente, a depressão veio e voltou sob diversas formas e em inúmeras ocasiões.
Sòmente em 2001 iniciei um tratamento mais continuo e prolongado. Não tomava remédios, que ja tinha se mostrado ineficazes anteriormente. Fazia terapia semanal no Pinel e a terapia realmente me levantava.
Em 2003, agosto, o médico deu-me alta e eu estava muito "de bem" comigo mesmo, apesar de grandes dificuldades financeiras.
Em novembro o "PS" (Poder Superior), houve por bem, arrancar-me outra pessoa querida e levou meu unico filho homem e herdeiro de meu nome, mais uma vez de forma trágica.
Evidentemente passei por outras crises de depressão, mas de períodos curtos e que não prejudicavam sensivelmente a minha vida profissional e pessoal.
Entretanto, no começo deste ano, ela veio em forma de Tsunami. Foram 2 meses de muita apatia, desenergia, desesperança, desístimulo.
A maior dificuldade é a de não ter forças para "sair desta". Nada de médicos, nem amigos, nem trabalho, nem familiares. A doença "suga" a energia que poderia estar direcionada para o meu bem-estar.
Mas, como eu ja sabia... A doença vem em ondas... e esta onda passou. Foi devastadora. Prejudicou meu trabalho e até meu prestígio profissional.
Mas passou e deixou o recado: Cuide-se.
Marquei hora no medico psiquiatra e entendo que desta vez tenho de levar a serio o tratamento, pois nao quero cair novamente na mesma prostração. Não tão cedo.

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